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Museu Nacional de Etnologia

Reúne objetos oriundos de diversas partes do Mundo

Na exposição permanente, “O museu, muitas coisas”, destacam-se: o teatro de sombras de Bali; as bonecas do sudoeste de Angola; as tampas de panelas com provérbios de Cabinda; máscaras e marionetas do Mali; instrumentos musicais populares Portugueses; as talas de Rio de Onor e a escultura de Franklim que resultam, na sua maioria, de coleções estudadas através de um programa intensivo de estágios que o museu tem vindo a promover. É de destacar também a possibilidade de visitar dois espaços de reserva: as Galerias da Vida Rural e as Galerias da Amazónia.

O edifício onde o museu se encontra foi inaugurado em 1976 e desenhado pelo Arquiteto António Saragga Seabra. Este edifício permitiu dar expressão ao programa museológico de carácter universalista definido por Jorge Dias e seus colaboradores, valorizando o lugar determinante da investigação antropológica. Em 2000, sob proposta do diretor Joaquim Pais de Brito, o Arquiteto Eduardo Trigo de Sousa dá forma ao projeto de ampliação do edifício, criando-se um novo espaço de biblioteca/mediateca, duas novas áreas de reserva e o jardim envolvente. As novas reservas, agora visitáveis, são inauguradas em 2000, Galerias da Vida Rural, e em 2006, Galerias da Amazónia.

O Museu Nacional de Etnologia é indissociável da história da antropologia portuguesa. Em 1959, um conjunto de objetos recolhidos no âmbito das Missões de Estudo das Minorias Étnicas do Ultramar Português, lideradas por Jorge Dias, foi objeto de uma exposição que teve por título “Vida e Arte do Povo Maconde”. Foi este o momento inspirador para futura constituição do Museu, que, no entanto, só em 1965 é formalmente criado com o nome de Museu de Etnologia do Ultramar, tendo como diretor aquele etnólogo. Posteriormente à sua morte (1973), Ernesto Veiga de Oliveira assume a direção do Museu, o qual passa a designar-se Museu de Etnologia. Em 1975 o Museu, que funcionava em instalações provisórias, foi transferido para o edifício atual, para tal expressamente construído, abrindo as suas portas ao público no ano seguinte. Em 1990 passou a fazer parte do Instituto Português de Museus, tendo-lhe sido atribuída a designação de Museu Nacional de Etnologia (MNE).

 

Fonte: DGPC (www.patrimoniocultural.pt)