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Mata Nacional dos Medos

Traga um calçado confortável e roupa adequada à época e prepare-se para conhecer o grande pulmão do concelho.

Apesar do nome, não tem com que se assustar: esta área foi mandada plantar pelo rei D. João V, com o objectivo de fixar as areias das dunas – os medos – que invadiam os terrenos agrícolas do interior.

Se o dia estiver solarengo, venha de bicicleta. O corpo agradece e o Ambiente também. Há 338 hectares de floresta por descobrir, feitos de cheiros, cores, sons e vistas deslumbrantes sobre o mar.

Mas, antes de se fazer ao caminho, lembre-se: o património natural que vai visitar é de todos, por isso, cumpra criteriosamente as regras afixadas ao longo da paisagem.

Para conhecer alguns conselhos e obter mapa e percursos vá até ao Centro de Interpretação da Natureza, na estrada para a Fonte da Telha, ao lado da Guarda Fiscal.

 
 
 
Apure os sentidos
 
O pinheiro manso domina a Mata, mas debaixo das suas copas, identifique dois dos vários arbustos, como a sabina das praias, com os seus bagos vermelhas, e o medronheiro, usado para fazer aguardente e licor.

Agora, teste o olfacto, descobrindo o rosmaninho, o tomilho e a salva, por exemplo.
 
A observação da fauna é outro dos passatempos dos amantes da natureza. Com sorte, vai poder admirar o voo sereno da águia de asa redonda, a coruja do mato, o mocho galego e o peneireiro. Mais raras são as visitas do falcão peregrino, açore e águia de bonelli. No chão, procure vestígios da passagem da raposa, dos ouriços-cacheiros, coelhos, ginetes, texugos e répteis.
 
 
 
Literatura na mata
 
A Mata dos Medos está inserida na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, esculpida pela violência das vagas oceânicas da Era Quaternária e pelo capricho dos vários elementos erosivos, já depois da emersão dos continentes.

Por isso, as riquezas desta reserva botânica são inúmeras e muito apelativas para todas as idades. Se as crianças fazem parte do grupo, leve os Contos da Mata dos Medos e leia-lhes estas histórias, protagonizadas por um ouriço, um coelho, uma toupeira, uma lagarta e um chapim. No fim, ensine-os a deixar para trás apenas pegadas e a trazer para casa apenas a memória das riquezas aqui encontradas.
 
 
 
Apoios
Centro de Interpretação da Natureza do Instituto de Conservação da Natureza – 212 962 640
Parque de estacionamento informal - Estrada para a Fonte da Telha
Zona de refeições
 
Fonte: CM Almada